Fabinho comenta declarações de Mbappé: "Não sei se ele já jogou na Bolívia alguma vez"

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(C)Getty Images
O atacante colocou o futebol europeu como superior ao sul-americano

Kylian Mbappé, de contrato recém renovado com o Paris Saint-Germain, causou polêmica nos últimos dias ao falar que o futebol europeu está em um estágio mais avançado do que o praticado na América do Sul. E, Fabinho, nome frequente nas convocações da seleção brasileira, respondeu à colocação do atacante, com um pouquinho de provocação.

Desde 2002, quando o Brasil conquistou seu quinto - e até então último - título da Copa do Mundo, todos os campeões foram europeus (Itália, em 2006; Espanha, em 2010; Alemanha, em 2014; e França, em 2018). Isso, na visão de Kylian Mbappé, campeão da edição passada, é um indicativo sobre os patamares dos adversários envolvidos na disputa e o quanto os sul-americanos estão menos preparados para as grandes disputas.

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"Na América do Sul, o futebol não é tão avançado quanto na Europa. E é por isso que, quando você olha para as últimas Copas, são sempre os europeus que ganharam", opinou o francês, em entrevista à TNT Sports.

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A fala do camisa 7 não repercutiu muito bem, e foi assunto até na entrevista concedida por Fabinho, volante brasileiro que vai disputar a final da Liga dos Campeões pelo Liverpool neste sábado (28). O jogador disse não ter visto a declaração de Mbappé, mas fez questão de deixar o seu ponto de vista sobre o assunto, inclusive apontando as dificuldades dos jogadores que atuam na Europa e precisam voltar à América do Sul para disputar os jogos ,além das questões geográficas que são enfrentada por aqui, como a altitude.

"Não escutei [a declaração], mas é diferente. Nós temos que viajar 11, 12 horas para jogar na América do Sul. Jogar na Bolívia, que não é fácil. Não sei se ele já jogou na Bolívia alguma vez na vida, não é fácil. Jogar no Uruguai é muito difícil também. Chile, lugares que não estamos acostumados e é difícil", disse à ESPN Argentina.

"Talvez as qualidades das equipes sul-americanas não sejam tão grandes quanto aqui na Europa, mas isso não faz com que seja fácil jogar aqui. As equipes brigam até o final, é muito duro. Brasil e Argentina creio que, se jogassem na Europa, classificariam como primeiro no grupo e chegariam ao Mundial como favoritos", completou o volante.

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